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Antigas prisões que se tornaram locais turísticos

Os sítios onde Nelson Mandela ou Al Capone estiveram presos e até uma prisão construída por Napoleão.

Prisões de segurança máxima no passado, pontos de atração turística no presente. Este é um conceito que podemos encontrar em vários países, centrado nos locais onde prisioneiros, muitos deles famosos, cumpriram as suas penas. Funcionam quase como uma espécie de museu, onde além do próprio espaço em si, podemos ver pertences deixados para trás, conhecer alguns dos crimes efetuados pelos condenados que por lá passaram e até ficar a par das leis e história política de uma nação. Estes são 5 exemplos de prisões desativadas que atualmente recebem uma enoirme legião de turistas por ano.

Ilha de Robben – África do Sul

    

Ganhou fama por ser uma antiga prisão de alta segurança para prisioneiros políticos durante o Apartheid. Localizada ao largo da Cidade do Cabo, é desde 1999 considerada Património da Humanidade pela UNESCO. As suas instalações serviram para fins medicinais ou militares, sendo que as funções de prisão foram encerradas em 1990 após o fim do sistema repressivo sul-africano. Foi ali que Nélson Mandela, que viria posteriormente a ser eleito presidente após eleições democráticas em 1994, esteve preso durante 18 anos. Para além da prisão, a ilha é considerada um santuário da natureza com várias espécies de animais, desde aves, mamíferos, répteis e ainda o pinguim africano, espécie em vias-de-extinção.

          


Alcatraz – Estados Unidos

  

É talvez a prisão mais mediática, tendo sido inclusivamente alvo de uma série televisiva com o mesmo nome, produzida pela Fox. Encontra-se numa ilha da baía de San Francisco e por lá passaram criminosos famosos como o Al Capone, Machine Gun Kelly e Robert Stroud. Inicialmente era um posto militar e só nos anos 30 do século XX é que se deu a conversão para prisão federal, uma vez que se pensava que os prisioneiros não tinham como fugir da ilha. No entanto, em 1962, quando três reclusos, conseguiram fugir numa jangada feita com impermeáveis, a prisão acabou por ser encerrada no ano seguinte. Agora é possível adquirir bilhetes para aceder à ilha e visitar a prisão, mas devem ser comprados com antecedência uma vez que esgotam facilmente.

    


Tuol Sleng - Camboja

  

Museu do Genocídio em Phnom Penh nos dias de hoje, Tuol Sleng foi em tempos uma escola secundária entretanto transformada em prisão pelo regime de Pol Pot, líder do partido comunista Khmer Vermelho. Este centro de detenção fomentou tortura e o assassinato de milhares de pessoas. Com a queda do governo e consequente invasão do Vietname, Tuol Sleng foi transformado em museu, para lembrar as vítimas e os horrores que passaram sobre a alçada das autoridades. Além deste espaço, numa zona mais a sul pode ser visto o Memorial Choeung Ek, local onde foram encontradas valas comuns com homens, mulheres e crianças mutiladas e assassinadas.

    


Ilha do Diabo – Guiana Francesa

        

Esta foi uma prisão mandada construir pelo imperador francês Napoleão Bonaparte. Trata-se de uma antiga colónia penal, situada num arquipélago de 3 ilhas ao largo da costa da Guiana Francesa, que até 1946 foi usada para punir os presos considerados mais perigosos, isolando-os do mundo naquela ilha, confinando-os a um local de difícil acesso e rodeado de águas onde os tubarões abundavam. A partir de Kourou, cidade a cerca de uma hora de Caiena, a capital, é possível adquirir viagens de um dia para visitar as ilhas, no passado uma das prisões mais perigosas do mundo.

        


Old Melbourne Gaol – Austrália

    

Construída no século XIX, em plena época da corrida ao ouro na Austrália, quando a onda de crimes começou a aumentar. Inicialmente serviu de prisão para pequenos infratores, mas o panorama alterou-se com o tempo e passou também a albergar alguns dos criminosos mais infames do país. No início, homens e mulheres ficavam todos juntos e só em 1846 é que foi construída a ala feminina. A prisão encerrou em 1929 e na sua história fica o registo de 133 execuções. Em 1972, o local deu lugar a um museu e tem expostas as “máscaras da morte”, processo que consistia na demonstração de poder do Estado que, após uma execução, rapava o cabelo do prisioneiro e colocava gesso sobre a cabeça e face do mesmo, gravando a sua expressão final. Atualmente a visita ao museu inclui várias atividades, entre eles um “Ghost Tour”.

    

Imagens © DR

Mário A.

Trabalho na área de turismo e sou apaixonado por diversos temas: desporto, cinema, séries, música, viagens ou videojogos, entre outros. Ambicioso, sonhador, teimoso, nada me demove dos meus objetivos, um verdadeiro Super Mário. :)

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