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Consumo de leite: sim ou não?

Um olhar para um tema controverso que costuma ter defensores em ambos os lados.

Leite de vaca: mau ou vilão? Sendo alvo de alguma controvérsia, fica a dúvida: beber ou não beber leite? Culturalmente, o consumo de leite está-nos enraizado. Desde o nascimento, passando pela escola até à idade adulta.

Muito sucintamente: nutricionalmente, o leite (refiro-me ao longo deste texto ao leite de vaca) é um alimento interessante: fornece cálcio, fósforo, magnésio, potássio e zinco, vitaminas (B2, B12 e A) e proteínas de alta qualidade. Diz-nos a evidência que o cálcio presente no leite é bem absorvido pelo organismo humano, quando comparado com outras fontes do mesmo mineral.

Li algures que por cada estudo contra o consumo de leite, existe outro a favor. Efetivamente, no que concerne ao consumo e relação com risco cardiovascular a evidência é reduzida. Por outro lado, parece haver relação com a doença oncológica, sendo esta quantidade dependente, parecendo estar certo que consumos moderados parecem ter efeitos benéficos, em detrimento de consumos mais elevados.

Outro fator a pesar no consumo de leite é a presença de intolerância à lactose (diferente de alergia, que está relacionada com uma resposta imunológica imediata, sendo encarado, pelo organismo, o alimento como agressor; na intolerância não existe uma correta digestão do alimento, surgindo efeitos gastrointestinais). À medida que os anos vão passando, existe alguma tendência a agravar a intolerância à lactose, por alterações decorrentes do envelhecimento. Se por um lado poderemos nem notar e viver “saudavelmente” com esta, por outro, existem alguns autores que salientam que poderemos ter efeitos nocivos a longo prazo. No entanto, em caso de dúvida, recomendo que se aconselhe com o seu médico.

Concluindo: existe evidência a favor e evidência contra. No entanto, parece haver forte evidência que leite a mais poderá ser prejudicial (tal como outros alimentos em excesso). Um consumo equilibrado parece ter claramente mais ganhos, em especial pela sua relação custo/benefício.  Assim, se gosta de leite, não deixe de o beber; se não gosta, não é obrigado a fazê-lo.

Abílio Cardoso Teixeira

Marido. Pai. Amigo. (Também) profissional de saúde e corredor amador. Curioso. Máxima profissional: tudo tem uma explicação. Máxima de vida: tudo tem uma explicação!

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