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It: um balão cheio de expectativas por cumprir

O tão falado remake do clássico de Stephen King chegou aos cinemas portugueses e nós já o vimos.

Nos últimos meses, poucos filmes geraram mais entusiasmo do que It. Os fãs de terror e os conhecedores dos livros de Stephen King aumentaram a expectativa em torno da longa-metragem realizada por Andrés Muschietti para níveis nunca vistos no terror e já se contavam no calendário os dias até à estreia em Portugal.

A sessão exclusiva no MOTELX deixou algumas dúvidas no ar e agora que os cinemas receberam a estreia oficial, fomos encontrar as respostas. A conclusão é desapontante: apesar de ter um encanto especial graças à química dos atores jovens que estão no centro da história, o remake de 'It' perde-se em momentos de terror demasiado visual e perde a subtileza da obra literária que lhe dá origem.

Há qualidade na nova versão de Pennywise, sem dúvida, numa interpretação competente de Bill Skarsgård que dá vida a uma ameaça muito mais assustadora e maquiavélica do que o antigo palhaço da minissérie televisiva de 1990. Ainda assim, a integração de Pennywise no universo dos subúrbios norte-americanos não é particularmente convincente, com o terror psicológico a ser esquecido em prol de sustos ocasionais e até algum gore.

O resultado final acaba por ser um filme competente, mas que se revela incapaz de corresponder ao enorme balão de expectativas que gerou nos últimos seis meses. Ainda assim, há muito de bom na nova versão de It.

Os momentos ternurentos entre as personagens mais novas, o lento escalar da narrativa rumo à conclusão final e as piadas genuinamente engraçadas de Finn Wolfhard – o conhecido protagonista de Stranger Things – fizeram-nos soltar gargalhadas e aliviam a tensão num filme com um ambiente sombrio.

Se forem fãs de filmes de terror, It vale o vosso tempo pelos momentos positivos e pelo cuidado na adaptação do livro; para quem não aprecie este género, não há novidades suficientes para justificar o preço do bilhete.

Ás: A escolha dos atores mais jovens e a química nas cenas entre estas personagens.

Duque: A opção por um terror mais visual, que torna o palhaço Pennywise menos assustador.

A. M.

Um amante incondicional de comida (desde que seja boa) e de várias tecnologias. Comer, beber e jogar são os três bens essenciais para viver, com algumas viagens pelo meio. Nos tempos livres, gosto também de dar asas à minha paixão pelas duas e quatro rodas.

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