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O vencedor do Prémio José Saramago

Julián Fuks, escritor e crítico literário brasileiro, superou a concorrência com o romance «A Resistência».

A Resistência, um conto denso e emocionante de uma família durante a tumultuosa década de 70 na Argentina, é a obra premiada com o prestigiado Prémio Literário José Saramago deste ano, que vai já na décima edição. Redigido pelo canarinho Julián Fuks, o romance já tinha sido laureado com o Prémio Jabuti na categoria de Livro de Ficção em 2016 e obtido uma Menção Honrosa nos Prémios Rio de Literatura. 

Tendo como ponto de partida o golpe de Estado que derrubou a presidente María Estela Perón em 1976, A Resistência segue a história de um rapaz adotado por um casal de inteletuais argentinos que partem à procura de exílio no Brasil, sendo um retrato semi-biográfico da vida do autor da obra, filho de pais argentinos e nascido no início da década de 80 na cidade de São Paulo.

Considerado um dos mais talentosos escritores da sua geração pela generalidade da crítica especializada brasileira, Fuks leva para casa não só um prémio no valor pecuniário de 25 mil euros como também se torna o mais recente nome a figurar numa galeria de notáveis que, desde 1999, ano em que o Prémio Literário José Saramago foi criado pela Fundação Círculo de Leitores como forma de homenagear o malogrado Nobel da Literartura, foram distinguidos com um dos mais importantes galardões atribuídos no âmbito da lusofonia e do qual fazem parte, entre muitos outros, José Luís Peixoto, Gonçalo M. Tavares, Valter Hugo Mãe e Ondjaki.  

Atualmente com 36 anos, Julián Fuks publicou o seu primeiro livro, Fragmentos de Alberto, Ulisses, Carolina e Eu, em 2004, e com ele obteve o Prémio Nascente da Universidade de São Paulo. Em 2007 e 2012 foi finalista dos Prémios Jabuti, Oceanos e São Paulo de Literatura com os livros Histórias de Literatura e Cegueira e Procura do Romance, respetivamente. A Resistência é a quarta obra com a sua assinatura.

Imagem © Fernanda Sucupira

Pedro Duarte

Se o nosso cantinho à beira-mar plantado é popularmente descrito como o país dos três "efes" [Fado, Futebol e Fátima], já eu posso ser definido como alguém que tem três grandes (ENORMES!) paixões igualmente iniciadas pela sexta letra do abecedário: Família, Futebol e Filmes.

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