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Quando uma lesão nos leva a tomar decisões

O adiar de um objetivo que foi decidido ao longo do participação na recente Meia Maratona do Porto.

Inicio este texto, com uma declaração: estou oficialmente fora da próxima Maratona do Porto, que se realiza no próximo dia 5 de novembro. Uma pequena lesão, não grave mas aborrecida, impediu que fizesse treinos de forma regular.

Assim, após uma intensa manhã de tratamentos na véspera (incluindo aplicação de banda neuromuscular) encarei a recente 11ª Meia Maratona do Porto (que decorreu em meados de setembro) com uma diferente perspetiva: a medo! Ainda não tinha tomado a decisão de adiar a realização da Maratona, daí ter começado a corrida com algum receio, a um ritmo baixo: partida do grupo com previsão de demora superior a 1h50m.

Nos primeiros instantes de corrida estranhei a banda, mas após isso, psicológico ou não, senti-me bastante confortável. No entanto, foi um erro de estratégia termos partido tão atrás (poderíamos ter iniciado neste grupo, mas idealmente mais à frente), pois não foram raras as vezes até aos 10km em que tive, fruto da imensidão de atletas com ritmos mais baixos, de reduzir bastante o ritmo, pois não conseguia passar.

Realço que, por inexperiência ou falta de civismo, alguns atletas ocupavam, de forma abusiva, os postos de abastecimento, tornando difícil a obtenção de uma mera garrafa de água. Por este motivo, no abastecimento dos 10 km, nem sequer esbocei uma tentativa de a pegar, tal era a confusão. Talvez com uma maior espaçamento entre postos de distribuição da água, não houvessem estes aglomerados de atletas.

A partir dos 10 km, começou a haver menos confusão de pernas, podendo a corrida fluir mais naturalmente, aumentando o ritmo. Aos 18km, senti que estava “demasiado” bem fisicamente, conseguindo falar com o meu amigo e companheiro de treinos, “demasiado confortavelmente”. Decidimos tornar a aumentar o ritmo, tendo terminado estes 3 últimos quilómetros num ritmo de 5min/km, com um sprint final!

Apesar do sentimento final de conforto, a dor persistiu! Pelo que, decidi, de forma difícil, abandonar o treino para a Maratona e, consequentemente, a participação na prova.

No que à 11ª Meia Maratona do Porto diz respeito, tenho a realçar: beleza do trajeto; kits de participação dentro do norma; falta de civismo / respeito de alguns atletas; necessidade de repensar os postos de abastecimento (quantidade e qualidade adequadas, no entanto, necessidade de reorganizar as mesas, evitando congestionamentos).

Bons treinos!

Imagens © Meia Maratona do Porto

Abílio Cardoso Teixeira

Marido. Pai. Amigo. (Também) profissional de saúde e corredor amador. Curioso. Máxima profissional: tudo tem uma explicação. Máxima de vida: tudo tem uma explicação!

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