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Síndrome de Burnout: conheça os sintomas

O stress profissional prolongado é um problema cada vez mais frequente. A prevenção é essencial.

A nível profissional, muita coisa mudou nos últimos anos. A época de crise trouxe inúmeras mudanças às organizações, com influência nos empregadores e nos seus colaboradores. Apesar de o síndrome de “burnout ter sido descrito pela primeira vez em 1974, por Herbert Freudenberger, sofreu algumas alterações, sendo considerada como uma resposta ao stress profissional prolongado.

Os fatores de risco podem ser divididos em três grandes grupos: individuais (baixa resiliência, ansiedade, depressão, má gestão da adversidade), organizacionais (competição e controlo exagerado) e socioeconómicos (precariedade dos vínculos, instabilidade, dificuldades familiares). Compreendemos assim que, a crise, poderá ser um potenciador desta resposta.

Do mesmo modo, existem profissionais que, de acordo com a natureza das suas profissões, poderão ser mais permeáveis: profissionais de saúde (médicos, enfermeiros), líderes de equipa, gestores de topo, comerciais (banca, telemarketing e vendas), polícias e professores. Quando reunidas as condições acima enumeradas, a um excesso de trabalho, com insuficientes pausas e/ou recompensas, falta de controlo, conflitos ou falta de comprometimento, poder-se-á induzir um estado de burnout.

Cada vez existem mais dados que provam que isto é um problema ocupacional cada vez mais prevalente em Portugal: num estudo em profissionais de saúde (médicos e enfermeiros), 21,6% apresentavam burnout moderado e 47,8% burnout elevado (condições de trabalho era o principal preditor); numa outra investigação com bancários, estes apresentaram níveis moderados de burnout (associados às exigências do cliente e incerteza), e num estudo realizado com polícias durante o primeiro ano de exercício profissional, 1,6% sentiam exaustão emocional e 6,5% burnout moderado e 0,5% burnout elevado.

Estima-se que, a breve prazo, este seja um dos mais importantes problemas de saúde, a nível laboral. A prevenção é essencial e a deteção precoce também.

Assim, se se revê no acima descrito e apresenta alterações físicas (cansaço, mal estar, indisposição gastrointestinal, perturbações alimentares, perturbações do sono), alterações comportamentais (como aumento do consumo de algumas substâncias, como cafeína, tabaco, álcool ou medicação), alterações cognitivas (erros frequentes, dificuldades em memorizar, dificuldades de atenção, quebras no desempenho), alterações afetivas (irritabilidade, não tolerância a colegas e clientes, tristeza, perda de controlo emocional, desânimo, apatia, fúria, preocupação), consulte um profissional de saúde (idealmente psiquiatra e/ou psicólogo).

Eles poderão ajudar na sua recuperação, mas precisa admitir que o problema existe, procurar ajuda, recarregar baterias, gerir eficazmente as fontes de stress e encontrar alternativas no trabalho (por exemplo, reorganização). E lembre-se…

Your work is going to fill a large part of your life, and the only way to be truly satisfied is to do what you believe is great work. And the only way to do great work is to love what you do. If you haven’t found it yet, keep looking. Don’t settle. As with all matters of the heart, you’ll know when you find it”.

O seu trabalho vai preencher uma grande parte da sua vida, e a única forma de estar verdadeiramente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única forma de fazer um ótimo trabalho, é gostar do que se faz. Se ainda não encontrou, continue a procurar. Não se acomode. Como em todas as questões do coração, saberá quando o encontrar. (Steve Jobs)

Abílio Cardoso Teixeira

Marido. Pai. Amigo. (Também) profissional de saúde e corredor amador. Curioso. Máxima profissional: tudo tem uma explicação. Máxima de vida: tudo tem uma explicação!

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