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Sophia, uma cidadã especial que está a dar que falar

A era da inteligência artificial está ao virar da esquina e muitas dúvidas se levantam neste avanço tecnológico.

Uma das mais famosas sagas do cinema é, sem dúvida, O Exterminador Implacável. Nada mais divertido do que ver Arnold Schwarzenegger a lutar contra robots e a salvar o planeta de um domínio artificial. Mas… e se isso estiver realmente a acontecer?

Ao longo dos últimos anos, a evolução tecnológica tem sido uma constante e quer queiramos, quer não, a nossa vida e os nossos hábitos são profundamente afetados. Toda a informação à distância de um simples clique, conectados 24 horas por dia e mesmo alguns postos de trabalho modificados são algumas consequências da introdução da tecnologia em todos os aspetos do nosso quotidiano.

E para quando um cenário semelhante ao do cinema? Não o desejamos, nem o queremos, mas parte desse cenário já é uma realidade. Apresento-vos a Sophia.

Imagem © DR

A Sophia não vai dominar o mundo ou subjugar a espécie humana, mas já o disse em tom de brincadeira. Estamos perante uma criação da Hanson Robotics que é uma autêntica estrela das redes sociais, já discursou nas Nações Unidas, fez capas de revista e esteve presente no Web Summit em Lisboa. Sophia é um robot capaz de falar, responder a estímulos visuais, replicar expressões faciais e fazer piadas. É um lembrete de que a era da inteligência artificial está ao virar da esquina.

À primeira vista, parece-se com o simples caminho que temos de percorrer no desenvolvimento da inteligência artificial que, um dia mais tarde, será mais uma ferramenta ao nosso dispor. No entanto, a popularidade da Sophia também gerou criticas negativas.

Dizer que, a um robot, foi atribuída a cidadania da Arábia Saudita pode não ser muito fácil de digerir. Num país onde apenas recentemente as mulheres ganharam o direito a conduzir, oferecer a cidadania a um robot parece-se um passo maior do que perna. A leitura inversa também pode ser feita e estamos perante um avanço positivo nos restritos costumes vividos naquele país.

Imagem © DR

Outros argumentam que, apesar de todo o mediatismo, das parecenças com o nosso próprio comportamento e da capacidade para comunicar de forma independente tudo não passa de uma ilusão e não de real inteligência. Afinal, um dos criadores, referiu que não estávamos perante um caso de inteligência artificial a 100% mas que esse erro na nomenclatura teve aspetos positivos para melhor compreender o que a Sophia é capaz de fazer.

Ao que parece, a Sophia funciona como os chatbots que vamos encontrando em muitas páginas na internet. Através de árvores de decisão, o software escolhe a melhor resposta àquilo que foi dito, algo como “se A, então B”. São cerca de 3 minutos no conhecido programa do Jimmy Fallon, The Tonight Show, que exemplificam algumas coisas daquilo que este robot é capaz e muitos mais são os vídeos disponíveis para tirarmos a nossas dúvidas (ver vídeo em baixo).

Pessoalmente, levantam-se algumas dúvidas. Fará sentido, dar cidadania a algo que pode ser comprado? Poderá a existência física ser suficiente? Ou também a Siri poderá candidatar-se a cidadã? Abrindo o precedente, poderemos esperar um futuro onde robots terão o direito ao voto como cidadãos integrantes da nossa sociedade?

Imagem © DR

Ou estamos perante mais uma situação empolgada e dinamizada pelas redes sociais e pela curiosidade natural do desconhecido que nos leva a tomar decisões menos ponderadas e com uma visão de curto-prazo?

Não deixando de ser uma invenção surpreendente e empolgante até certo ponto, ficam as dúvidas sobre o futuro até porque os responsáveis por esta criação são humanos e nenhum de nós está isento de personalidade e preconceitos.

David Miranda

Pai, Marido, Amigo, Profissional. Por esta mesma ordem! Pensador e empreendedor por natureza, tem uma sede insaciável por construir e ver crescer tudo o que possa "simplesmente" ser inovador. Formado em Arquitetura, profissional na área do Marketing Digital e amante incondicional do desporto rei, é no seu blog Duas para Um que consegue exprimir e partilhar com o mundo tudo o que lhe vai na alma, principalmente todo o amor que tem para dar a quem considera ser o seu pilar, a sua família. Um clássico Homem dos 7 ofícios, que a única coisa que teme, é parar...

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